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9 situações em que compensa arrendar em vez de comprar casa
As rendas das casas vão ficar mais caras no próximo ano. Depois de terem estagnado este ano, o aumento de preços que está a ser sentido este ano — por comparação com os praticados no ano em que a pandemia chegou ao país — aponta no sentido do agravamento dos custos com a habitação para quem é inquilino. A subida será, à luz dos dados disponíveis atualmente, ligeira.
A taxa de inflação deu um salto no mês passado. Chegou a 1,5%, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), estando a variação média dos preços (Índice de Preços do Consumidor) nos últimos 12 meses nos 0,36%. Excluindo a habitação, fixou-se em 0,29% em julho, de acordo com os dados preliminares do INE.
As notícias são bem claras e até assustadoras: as rendas das casas estão cada vez mais altas e incomportáveis e, se falarmos nas cidades principais, então, é quase impossível conseguir um bom negócio. No entanto, ainda assim, existem situações em que compensa arrendar em vez de comprar.
Pode achar que, atualmente, arrendar é quase impossível, mas iremos provar como há determinados momentos e contextos de vida em que pode ser mesmo a melhor decisão a tomar.
Fique atento.
SITUAÇÕES EM QUE COMPENSA ARRENDAR EM VEZ DE COMPRAR
Falta ainda saber a evolução neste mês para se ficar a saber, oficialmente, que evolução terão em 2022, mas é grande a probabilidade de o próximo ano trazer um agravamento dos encargos para quem não é proprietário. Este ano, a taxa média dos preços sem habitação apresentou em todos os meses valores positivos, pelo que seria necessária uma quebra acentuada este mês para o resultado ser diferente.
Historicamente, a evolução dos preços neste oitavo mês do ano tende a não provocar grandes alterações à média dos 12 meses anteriores. Será, contudo, preciso esperar até ao final de agosto — altura em que o INE revela a estimativa rápida referente a agosto — para saber o valor real da variação média dos preços dos últimos 12 meses, que deverá apontar no sentido da subida das rendas. O valor final da inflação será depois revelado em meados de setembro.
De regresso às subidas
O aumento do preço das rendas no próximo ano, que deverá ser confirmado em meados do próximo mês, marcará o retomar de uma tendência a que se tem assistido nos últimos anos, com exceção deste. Em 2020, a pandemia ditou uma queda nos preços que acabou por fazer com que a inflação média, excluindo a habitação, tivesse chegado ao final de agosto abaixo de 0%. Ou seja, não permitiu uma atualização das rendas em 2021 como nos anos anteriores.
A estagnação das rendas este ano aconteceu depois da subida de 0,51% das rendas registada em 2020, do aumento de 1,15% em 2019, o de 1,12% em 2018, 0,54% em 2017 e de 0,16% nas rendas atualizadas em 2016 — o aumento de 2022 será, à partida, apenas superior ao registado em 2016. À semelhança do que aconteceu este ano, também em 2015 as rendas tinham ficado congeladas.
À espera da carta do proprietário
O coeficiente de atualização das rendas, ou seja, o índice de preços médio dos últimos 12 meses, sem habitação, é aplicado tanto às rendas habitacionais — renda livre ou renda apoiada — como às não habitacionais (comerciais e industriais). De fora desta atualização ficam os contratos de arrendamento realizados antes de 1990, no caso dos habitacionais, ou de 1995, no caso dos não habitacionais, bem como os que se encontrem em processo de transição para o Novo Regime do Arrendamento Urbano.
Uma vez apurado o coeficiente de atualização das rendas, este tem de ser publicado em Diário da República até 30 de outubro e só depois disso é que os senhorios podem informar os senhorios de que vão mexer nas rendas. E uma vez comunicada essa intenção (por escrito), a alteração do valor da renda a cobrar aos inquilinos pode ser feita 30 dias depois.
Fonte: Eco.pt
Conseguir um crédito aprovado no banco para partir para a compra de uma casa não é tarefa fácil. Com cada vez mais casas entregues aos bancos por falta de pagamento, as instituições também têm de se proteger e garantir que os clientes têm possibilidade de arcar com as despesas mensais relativas a esse crédito. E é, por isso, que existem situações em que compensa arrendar em vez de comprar.
1º Historial de crédito negativo
Se o seu historial de crédito é um pouco negativo, dificilmente conseguirá uma aprovação no banco para crédito habitação e talvez seja melhor equacionar arrendar.
Na altura da análise das condições, o banco verifica sempre a sua situação cadastral financeira junto do Banco de Portugal, onde lhes é fornecida toda a informação de prestações de crédito que possui, cartões de crédito e indica ainda a situação em que está cada um deles: regular, com prestações em falta, montante do plafond gasto.
Se possui uma ou mais prestações por pagar é mesmo uma das situações em que compensa arrendar em vez de comprar. Se quiser consultar a sua própria situação cadastral pode fazê-lo aqui, desde que possua a sua password de acesso ao Portal das Finanças.
2º Grande volume de dívidas ou prestações
A taxa de esforço é uma taxa calculada por qualquer entidade antes de atribuir um crédito, seja ele de habitação, automóvel ou simplesmente pessoal. E essa taxa consiste essencialmente em fazer o balanço entre os ganhos mensais e as despesas.
Depois, depende de entidade para entidade fixar a percentagem máxima de taxa de esforço a partir da qual já não atribuem crédito. No caso do aluguer de casa, como o pagamento é feito mensalmente e não precisa dar um grande montante à cabeça, esta é outra das situações em que compensa arrendar em vez de comprar.
3º Necessidade de fiador
Se não quer depender de outras pessoas e de favores de alguém, tenha em mente que em grande parte dos casos, mesmo naqueles em que aparentemente existem todas as condições para assegurar o crédito, talvez o melhor seja equacionar arrendar. Isso porque hoje em dia é muito comum a exigência de fiadores, que ficam responsáveis pelo pagamento na falta de cumprimento.
4º Instabilidade laboral
Se a situação profissional não é totalmente estável, talvez seja melhor considerar esta opção. Desta forma não fica “agarrado” a um crédito de 30 ou 40 anos e, na possibilidade de ficar sem o emprego ou com condições mais precárias, não é tão complicado de descalçar a bota. Até porque hoje praticamente todos os bancos exigem que a situação laboral dos proponentes seja estável e efetiva.
5º Permanência local temporária
Se por motivos de trabalho vai viver para uma outra localidade, ainda que por mais de um ano, encare esta como outra das situações em que compensa arrendar em vez de comprar.
Não vale a pena comprometer-se para uma vida inteira quando passado um, dois ou cinco anos vai voltar ao seu local de origem, ou até mesmo partir para um novo destino, e depois tem aí um problema para resolver.
6º Impossibilidade de custear a manutenção da casa
Outra das questões que deve sempre considerar é a necessidade de custear a manutenção da casa quando a compra. No caso de arrendar, não tem de ter preocupações. É preciso um novo cilindro? Pintar humidades? Mudar uma banheira? Um simples telefonema ao senhorio resolve a questão pois é obrigação dele tratar dos problemas da casa e não do locatário.
7º Faça bem as contas
Apesar de aparentemente ser mais vantajoso comprar do que arrendar quando analisa as prestações per si, há que ver a situação como um todo.
Imagine que a sua prestação de arrendamento são 600 euros e que a de crédito seria de 400 euros. A verdade é que não é bem assim. Num crédito habitação não é apenas a prestação que entra nas contas. Tem sempre de contabilizar os seguros obrigatórios que podem rondar quase os 100 euros na totalidade. Além de que depois tem também o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) que no caso das casas mais modernas é bastante elevado. Contando tudo, o valor pode ficar igual ou mais alto ainda.
8º Situação pessoal específica
Se é jovem e quer sair de casa dos pais, não avançar logo para uma compra pode ser uma boa ideia, pelo que pode compensar arrendar. Estabilize primeiro a sua situação profissional e financeira e depois sim, pode pensar em comprar com mais calma e com mais fatores a seu favor.
9º E comprar arrendando?
Ainda não é uma modalidade muito utilizada, mas em algumas situações específicas é possível arrendar a casa durante algum tempo e depois, caso decida avançar para a compra efetiva, o que está para trás não é simplesmente deitado ao lixo. Uma parte desse valor acaba por ser amortizado ao total do crédito. Informe-se com numa agência imobiliária desta possibilidade.
Resumidamente, estas são as principais situações em que compensa arrendar em vez de comprar. Mas, obviamente que podem existir mais. O importante será fazer uma análise bem profunda à sua situação pessoal e profissional, estar bem ciente dos custos e benefícios, despesas e ganhos e perceber qual a melhor opção para o seu caso.
Lembre-se: comprar uma casa não é o mesmo que comprar um par de calças; vai assumir uma responsabilidade por muitos anos e deve, por isso, ser tomada com toda a consciência.
Fonte: https://casa.sapo.pt/noticias