Não fique dependente de casa arrendada Informe-se junto de nós se tem condições para a compra

Investimento em construção cresce 5,2% no 1º semestre

As rendas das casas vão ficar mais caras no próximo ano. Depois de terem estagnado este ano, o aumento de preços que está a ser sentido este ano — por comparação com os praticados no ano em que a pandemia chegou ao país — aponta no sentido do agravamento dos custos com a habitação para quem é inquilino. A subida será, à luz dos dados disponíveis atualmente, ligeira.


A taxa de inflação deu um salto no mês passado. Chegou a 1,5%, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), estando a variação média dos preços (Índice de Preços do Consumidor) nos últimos 12 meses nos 0,36%. Excluindo a habitação, fixou-se em 0,29% em julho, de acordo com os dados preliminares do INE.

A recente divulgação pelo INE - Instituto Nacional de Estatística da evolução da actividade económica nacional relativamente ao 1º semestre de 2021, veio confirmar uma recuperação do PIB de 4,3%, em termos homólogos, evolução esta influenciada pelo efeito base, uma vez que as restrições sobre a actividade económica em consequência da pandemia se fizeram sentir de forma mais intensa no primeiro semestre de 2020, conduzindo então a uma contração sem precedente da actividade económica. Ao nível do investimento em construção e do VAB do sector observa-se, respectivamente, aumentos de 5,2% e de 4,4%, face ao 1º semestre de 2020.

Falta ainda saber a evolução neste mês para se ficar a saber, oficialmente, que evolução terão em 2022, mas é grande a probabilidade de o próximo ano trazer um agravamento dos encargos para quem não é proprietário. Este ano, a taxa média dos preços sem habitação apresentou em todos os meses valores positivos, pelo que seria necessária uma quebra acentuada este mês para o resultado ser diferente.


Historicamente, a evolução dos preços neste oitavo mês do ano tende a não provocar grandes alterações à média dos 12 meses anteriores. Será, contudo, preciso esperar até ao final de agosto — altura em que o INE revela a estimativa rápida referente a agosto — para saber o valor real da variação média dos preços dos últimos 12 meses, que deverá apontar no sentido da subida das rendas. O valor final da inflação será depois revelado em meados de setembro.


De regresso às subidas


O aumento do preço das rendas no próximo ano, que deverá ser confirmado em meados do próximo mês, marcará o retomar de uma tendência a que se tem assistido nos últimos anos, com exceção deste. Em 2020, a pandemia ditou uma queda nos preços que acabou por fazer com que a inflação média, excluindo a habitação, tivesse chegado ao final de agosto abaixo de 0%. Ou seja, não permitiu uma atualização das rendas em 2021 como nos anos anteriores.


A estagnação das rendas este ano aconteceu depois da subida de 0,51% das rendas registada em 2020, do aumento de 1,15% em 2019, o de 1,12% em 2018, 0,54% em 2017 e de 0,16% nas rendas atualizadas em 2016 — o aumento de 2022 será, à partida, apenas superior ao registado em 2016. À semelhança do que aconteceu este ano, também em 2015 as rendas tinham ficado congeladas.

​​​​​​​

À espera da carta do proprietário


O coeficiente de atualização das rendas, ou seja, o índice de preços médio dos últimos 12 meses, sem habitação, é aplicado tanto às rendas habitacionais — renda livre ou renda apoiada — como às não habitacionais (comerciais e industriais). De fora desta atualização ficam os contratos de arrendamento realizados antes de 1990, no caso dos habitacionais, ou de 1995, no caso dos não habitacionais, bem como os que se encontrem em processo de transição para o Novo Regime do Arrendamento Urbano.


Uma vez apurado o coeficiente de atualização das rendas, este tem de ser publicado em Diário da República até 30 de outubro e só depois disso é que os senhorios podem informar os senhorios de que vão mexer nas rendas. E uma vez comunicada essa intenção (por escrito), a alteração do valor da renda a cobrar aos inquilinos pode ser feita 30 dias depois.


Fonte: Eco.pt

De acordo com o relatório divulgado hoje pela AICCION - AECOPS, no que diz respeito, às licenças emitidas pelas Câmaras Municipais nos primeiros seis meses de 2021 regista-se uma variação de 15,9%, em resultado de um crescimento de 17,1% nos edifícios habitacionais e de 12,9% dos não residenciais. Relativamente aos fogos licenciados em construções novas, totalizaram 14.018 neste primeiro semestre de 2021, o que traduz uma variação de 15,4% face aos 12.145 alojamentos licenciados no semestre homólogo.


Nos primeiros sete meses de 2021, o novo crédito à habitação ascendeu a 8.565 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 36,5% face aos mesmos meses do ano anterior, e supera já o valor concedido durante o ano de 2017. Ao nível da avaliação bancária na habitação, observa-se uma valorização de seis euros por m2 face ao mês anterior, o que corresponde a uma manutenção da tendência de crescimento deste indicador.


No mercado das obras públicas, nos primeiros sete meses de 2021, foram abertos concursos de obras públicas no montante de 2.516 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de 20% face aos 3.163 milhões promovidos em igual período do ano anterior. No entanto, relativamente às empreitadas de obras públicas objecto de celebração de contrato e registo no Portal Base nos primeiros sete meses de 2021, apura-se um volume total de 2.254 milhões de euros, o que traduz um aumento de 47,9%2 em termos de variação homóloga temporalmente comparável.


Fonte: Diário Imobiliário


ATENÇÃO: Este website utiliza cookies. Poderá aceitar ou recusar as nossas cookies, clicando nos botões abaixo. Uma recusa não limitará a sua experiência enquanto visitante. Saiba mais sobre o uso de cookies, clicando no botão “Mais informação” abaixo.

Aceitar
Rejeitar
Mais informações